História do Boxe


O boxe era chamado de pugilato quando foi adotado pela primeira vez em uma Olimpíada, em 688 a.C. Nesta 23ª edição dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, os boxeadores competiam usando faixas de couro nas mãos para proteger os dedos e lutavam até que um dos dois caísse ou admitisse a derrota.

Com o domínio romano sobre a região da Grécia o esporte foi se tornando mais violento, os lutadores tinham que brigar até a morte do adversário. O esporte durou até a queda do Império. Durante a Idade Média o pugilato foi abandonado. No século 17, na Inglaterra, os homens passaram a lutar por dinheiro e a luta se popularizou, ganhando o nome de boxe (do inglês box, esmurrar). 

O nobre inglês Marquês de Queensbury criou determinadas regras para deixar a luta menos violenta. Estabeleceu que os combates seriam dentro de um ringue, separando o público dos atletas por cordas, e que cada assalto duraria três minutos com intervalo de um minuto entre eles.


A primeira luta com luvas, divisão de pesos e limitação de rounds foi feita entre o norte-americano John Lawrence Sullivan, então campeão mundial de boxe sob as antigas regras e James John Corbett, em 1892, nos Estados Unidos. Corbett venceu e manteve o título até 1897.

boxe estreou nos Jogos Olímpicos em 1904, em Saint Louis, tendo como competidores apenas lutadores americanos e problemas na apuração dos vencedores. O Barão de Coubertin, admirador da luta livre e da luta greco-romana, abominava o pugilismo por causa do sangue. Em 1908, o esporte voltou com os mesmos problemas de Saint Louis. Só competidores ingleses lutaram e novamente houve problemas na definição dos vencedores. O Barão, que já não era fã do Boxe, proibiu-o nos Jogos de Estocolmo, em 1912. O pugilismo só voltou em cena em 1920, na Antuérpia.

Grandes boxeadores surgiram no cenário mundial, como Rocky Marciano, Muhammad Ali, Teofilo Stevenson (3 vezes Campeão Olímpico), Joe Frazier, George Foreman, Lennox Lewis, Jeff Fenech, Sugar Ray Leonard e Evander Holyfield.